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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Operação Paris: Onde tudo começou


Jenny e Cristina tinham muito mais que uma amizade que duraria uma vida inteira, elas dividiam um sonho em comum: Conhecer Paris.



                Parei na porta da sala com medo do que ia encontrar, não acreditava que estava passando por tudo aquilo de novo. A exatos 3 meses atrás estava completando meu primeiro ano na faculdade de designe de moda e foi quando mil e um pensamento começaram a tomar minha cabeça: “Será que é isso mesmo que eu quero?” “Se não é  isso o que mais pode ser?” “Acho que quero fazer algo mais pelas pessoas” “Enfermagem? Psicologia? Medicina? Fisioterapia? Opa! Fisioterapia!”. Minha mãe relutou um pouco até aceitar a minha troca de curso, mas logo ela viu que seria melhor assim, e inclusive começou a ter ideias empreendedoras magníficas para o meu futuro como fisioterapeuta, coisa de administradora. Deixei amigas queridas, a paixão pelo desenho, e um ano inteiro de estudos pra trás para encarar longos 4 anos e meio de fisioterapia, foi assim que vim parar aqui.
                A porta tinha um quadrado de vidro que permitia enxergar a parte de dentro da sala e o corredor estava meio escuro, o que ressaltou a luz vinda de dentro da sala fazendo-a parecer convidativa. Dois suspiros e la vou eu!  Assim que abri a porta avistei apenas mulheres, não prestei atenção nos rostos de todas, pois nesse momento fui o centro das atenções, como qualquer pessoa que quebrasse o silêncio na sala seria. Corri para o primeiro canto que vi, logo em frente a porta, e no final da fileira estava ela, minha futura parceira de crimes: Cristina.
                Cabelos encaracolados até cintura, pele branca, não consigo recordar o que vestia, mas com certeza não era nada que chamasse atenção, ao contrário da menina na sua frente que estava inteiramente de rosa com um caderno da Barbie sobre a mesa. Não era das mais animadas nem das mais simpáticas, mas notava-se que era puramente por timidez, acho que isso que me chamou a atenção. Aos poucos fui interagindo no assunto das pessoas em volta e Cristina também. Acho que no fundo já havíamos simpatizado uma com a outra, e também, ela me aspirava confiança. Pessoas dadas demais sempre me preocupam como boa capricorniana que sou. E aí que tudo começou.